Improvisação Musical V - Harmonização em Bloco


Depois de receber uma determinada informação, como por exemplo essa última, relacionada ao SubV7, fazemos aquela clássica pergunta = E daí? Pra que serve isso?

Não só a substituição do V7, mas, também, de vários outros acordes, estão diretamente ligados ao trabalho de arranjo e rearmonização. São muitos os exemplos, praticamente infinitos, como tudo que envolve criação.

Para poder exemplificar, sem que o leque fique muito aberto, porque não é o caso neste momento, vou abordar uma pequena fatia da Harmonização em Bloco, muito usada para os instrumentos Violão e/ou Guitarra, quando queremos unir uma melodia ao seu acompanhamento harmônico, para execução solo, de uma músicas antes executada com dois instrumentos = um acompanhando e outro solando.

Temos várias opções, vou falar do bloco fechado, em razão de exemplificar uma das possibilidades de aplicação do SubV7, porém já aviso que é um formato de recurso, e que não deve ser usado, num arranjo, de forma constante, porque ele ficaria muito pesado, bem como dificulta a exploração rítmica e pulsações e
do swing, amarrando o intérprete a uma determinada forma de expressão.

Vamos considerar, como ponto de chegada (PC), que todos os acordes da harmonia básica de uma determinada música, mesmo que esse acorde não seja o I grau.

Temos nosso PC em C7M, sempre podemos chegar pelos dominantes, sejam eles o V7 ou o SubV7. Esses dominantes podem vir precedidos de seus respectivos segundo cadêncial (IIm7), com isso teremos as funções = Sr - D - PC, ou Sr - Substituto do dominante - PC. Podemos, também, misturar o segundo cadencial do dominante com o dominante substituto e, também o segundo cadêncial do dominante substituto com o dominante primário.

Imaginando um compasso com um acorde de G7 (V7), seguindo para outro compasso de C7M (PC), vou exemplificar, não só a substituição, mas, também, o acréscimo de mais acordes, nesse mesmo compasso de preparação para o PC, onde antes tínhamos apenas um acorde dominante (G7), acompanhando uma determinada melodia:
1. Dm7 (IIm7) - G7 (V7) - C7M (PC)
2. Abm7 (IIm 7 da cadência II - V - de Gb) - Db7 (SubV7) - C7M (PC)
3. Dm7 - Db7 - C7M
4. Abm7 - G7 - C7M

Temos acima as 4 opções básicas das possíveis combinações. Agora temos a clássica pergunta = E daí???

E daí pegamos a melodia e inserimos na região aguda do acorde = faz de conta que temos as seguintes notas na melodia = la - sol, mi - re#, re = escolhendo os acordes para fazer a fusão dessa dessas notas, sempre procurando evitar dissonâncias fortes, ou situações não recomendadas na condução harmônica e de notas adicionadas (isso faz parte de outro assunto = regras de harmonia e condução de vozes), teremos:
Primeira opção:
1. Dm7 (la)
2. Dm7(11) (sol)
3. G7(13) (mi)
4. G7(#5) (re#)
5. C7M(9) (re)

Segunda opção:
1. Dm7 (la)
2. Dm7(11) (sol)
3. Db7(#9) (mi)
4. Db7(9) (mib = re#)
5. C7M(9) (re)

Observe que nessa segunda opção, substituí o V7 pelo Sub V7.

Poderemos continuar com outros exemplos, usando o Abm7 em vez do Dm7, porém em casos onde as notas da melodia sejam mais consonantes para esse acorde, exemplo com uma nota pedal na melodia (mib) = Abm7(mib) - Db7(9) (mib) ou G7(b13) (mib), etc...

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